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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Artesanato do Rio Grande do Norte.

Renda De Bilros.
 A origem
                  A renda é uma forma de artesanato que surgiu no fim da Idade Média, sobretudo na França, Itália, Inglaterra e Alemanha. Chegou ao Brasil no século XVIII, através das famílias portuguesas colonizadoras, de quem herdamos todas as técnicas de produção em fibras de algodão. Era um ofício praticado pelas moças de fino trato, mas que foi reivindicado pelo povo brasileiro, sendo fortemente introduzido na cultura nordestina, principalmente no Ceará, e conservado até os dias de hoje.
                  Foi por volta de 1750 que a Europa começou a receber as primeiras rendas produzidas pelas mãos das rendeiras cearenses. Naquela época, a fama da beleza e qualidade correu todo o mundo, e hoje é um produto reconhecido em todo o território brasileiro e exportado para muitos países, recebendo incentivos e investimentos para continuar crescendo. São mais de dois séculos de tradição dessas rendeiras que de forma tão natural produzem esses artigos de rara beleza.

A Renda de Bilros
                   A renda de bilro é a mais rara, pois são poucas as rendeiras que ainda trabalham com este tipo de técnica hoje em dia. No alto de uma almofada, em formato de capacete, são fixados os fios que recebem em suas pontas os bilros – pequenas peças de madeira que facilitam o trançar. A rendeira fixa o desenho a ser tecido na almofada e os locais a serem contornados pelos fios são modelados com alfinetes. Feito isso, ela vai entrelaçando os bilros até todo o desenho aparecer em forma de renda. Este processo está praticamente extinto em diversas cidades nordestinas, que atualmente produzem apenas a renda de agulha.
                   Uma diferença básica entre os processos de fabricação da renda de bilro e da renda de agulha é que enquanto a primeira é confeccionada em diversas cores, a renda de agulha é predominantemente branca. Antigamente era possível encontrar trabalhos em cor preta e rosada e, hoje, algumas peças são feitas em cor bege, mas é incomum.
                    De tanto sucesso e reconhecimento, as rendeiras, há tempos, fazem parte do folclore e da cultura nacionais, estando presente em histórias e canções.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Artesãs De Parnamirim Expõem Produtos na Festa do Boi.

Além Da Exposição De Animais, Produtos e Serviços Voltados Ao Setor, Comerciantes Informais Aproveitaram Para Exibirem o Fruto Do Seu Trabalho.
                    Com expectativa de gerar R$ 100 milhões em negócios e atrair um público de 500 mil pessoas em sete dias  de evento, teve início no último sábado (8) a 49ª Festa do Boi, maior feira agropecuária do Estado, realizada no Parque de Exposições Aristófanes Fernandes. Além da exposição de animais, produtos, insumos e serviços voltados ao setor, comerciantes informais aproveitam a oportunidade para exibirem o fruto do seu trabalho. Neste ano, 60 artesãs de Parnamirim esperam ganhar uma verba extra com seus artigos. 
                    A Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Assistência Social, ofereceu a infra-estrutura para montagem de 18 estandes para que as artesãs pudessem participar da feira. Terezinha Domingos de França, gerente de Artesanato, explicou que o número de profissionais interessados em participar do evento cresceu nesta edição.
                  “Neste ano, o número de estandes passou de 10 para 18. Nossa expectativa é que as profissionais façam bons negócios, porque o artesanato é uma fonte de renda importante para essas pessoas e movimenta a economia da cidade. Por isso, o município tem dado todo o apoio a esse setor”, comentou.
                    Neuda Maria Pinto, 54 anos, é uma das artesãs que estão participando da feira. Ela disse que trabalha na área há 18 anos e aprendeu a fazer suas bonecas de pano, artigos para casa e outros itens porque sempre foi muito curiosa.
                  “Eu sempre gostei de artesanato. Trabalhei numa cooperativa, aí fui me metendo aqui e ali e deu nisso”, contou, exibindo alguns dos objetos que levou à feira. Dona de casa, Neuda disse que o dinheiro que ganha como artesã ajuda nas finanças da família e afirmou que o apoio da Prefeitura de Parnamirim tem sido “essencial”.
                 “O apoio da Prefeitura é essencial, porque sem isso não poderíamos participar das grandes feiras de artesanato. Os estandes são caros e não teríamos como pagar”, disse.
                  Além dos negócios na área agropecuária e com o artesanato, a feira movimenta a economia local com a atração de turistas de Natal, da Região Metropolitana e de outras cidades do Rio Grande do Norte. O vice-prefeito Epifânio Bezerra representou o prefeito Maurício Marques na abertura da festa.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Artesanato Do RN: Gera Muitos Empregos e Divulga Positivamente o Estado.

Artesanato Potiguar Será Destaque Em Grande Feira Promovida Pela SETHAS.


                      Mais de 6 mil artesãos potiguares estarão representados por meio de associações ou cooperativas nas quais estão credenciados na grande Feira do Artesanato Potiguar promovida pela Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social - SETHAS dentro da programação do festival Agosto da Alegria, que ocorre durante todo este mês na capital potiguar. A feira será realizada de 31 de agosto a 4 de setembro na praça André de Albuquerque, no centro da cidade, e estará aberta ao público das 15h às 23h. Nomes marcantes do artesanato potiguar, como Luzia Dantas e as rendeiras de Alcaçuz, participam da exposição.
                      A Feira, denominada "Um estado pelas mãos do seu povo", terá formato de cidadela. Artistas plásticos já estão elaborando a cidade cenográfica. Um espaço dividido em 90 estandes abrigará o melhor do artesanato tradicional do Rio Grande do Norte.
                     Os mestres artesãos ganharam um lugar chamado "Salão dos mestres" e ali serão homenageados. No "Espaço vivência", alguns artesãos vão, não apenas mostrar como produz sua arte, mas também ensinar a técnica para interessados. A Feira do Artesanato Potiguar contará ainda com um coreto com atrações folclóricas e no Palácio Potengi serão realizados desfiles de moda com criações inspiradas no artesanato da terra.
                    O SEBRAE-RN será parceiro da SETHAS dentro da Feira de Artesanato. A empresa oferecerá oficinas de artesanato em oito tipologias: fibra de sisal com ponto de renda irlandesa, do município de Santo Antônio; fibra de sisal com o ponto fechado, do município de Nova Cruz; renda frivolité, da cidade de Passa e Fica; fibra do junco, de Maxaranguape; palha de carnaúba, de Brejinho; fibra do coqueiro, de Vera Cruz; crochê, da comunidade Samanaú, em Caicó, e bordado rústico, do município de Serrinha. Todas as peças serão comercializadas no local.
                   No mais, o visitante terá um grande espaço onde poderá apreciar e adquirir o que há de mais caprichado em trabalhos de bordado, renda de bilro, cerâmica, sisal, palha e esculturas em madeira e pedra sabão. "O artesanato potiguar é uma fonte de geração de renda para muitas famílias no interior do Estado, em razão disso, tivemos todo o interesse em apoiar este evento que será uma grande vitrine para a cultura popular", disse o secretário de estado do Trabalho, da Habitação e Assistência Social, Luiz Eduardo Carneiro Costa.
                   O evento Agosto da Alegria é promovido pelo Governo do Estado, por meio da Fundação José Augusto - FJA, com a integração de outras secretarias.